Meudellsss como tá quente...
Quando a gente tá no Brasil pensa que a Europa é só frio né!! Pelo menos eu pensava... afinal tudo relacionado ao lado de cá é com neve, as novelas... as pessoas vem passar férias aqui no fim do ano que é o auge do frio...
Mas tá quente demais. Essa parte aqui do sul da França e Itália tão insuportáveis de quente.
Nem a praia dá vontade de ir... cruzes.
Assim esses estrangeiros (desse lado daqui) podem até reclamar, afinal eu reclamo do calor, mas eles sabem bem o que é calor de 40º.... ahh sabem sim.
Este blog nasceu da necessidade de falar do que penso (super clichê). Sou uma eterna estudante, mas não quero falar sobre papo cabeça, nem referenciar autores, só quero tagarelar despropositadamente.
melancolia
Laura Tedeschi
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Criança me fascina
Uma das coisas que adoro (como tomar banho quente) é ver criança conversando. Adoro! E em francês eu fico maravilhada. É fofo demais.
Mas eu gosto da coisa natural, sem preparação (como os que vão na tevê ou coisa do tipo). Isso eu não gosto mesmo. Mas a criança (quão mais novinha mais interessante) naturalmente explicando as coisas ou contando uma historia é uma das coisas mais bacanas do mundo.
Observar o raciocinio lógico; o envolvimento que eles têm com a história... para algumas coisas existe Mastercard, mas isso não tem preço. Não mesmo.
Aqui na França os professores estão sempre fazendo passeios com os pituchos, em todos os lugares. Como meu campus (da universidade) fica num parque onde tem os lugares mais lindos da cidade, no ônibus que pego tem sempre muito turista e muitas turmas de escola. Ao menos uma vez na semana o ônibus é abarrotado com um turma. Eu adoro observá-los (quão mais novo mais engraçado), e, especialmente, quando eles não vêem que estão sendo observados porque são mais naturais.
Esse picnic vimos em Versailles
Também gosto da forma como vejo a relação das crianças com a sociedade, com os pais etc por aqui. Alguns pontos que observo e que gosto muito:
- Criança tem sua própria mala, sempre. Há malas de todo tipo e claro elas são proporcionais ao pimpolho. Mas cada um se vira com sua mala. É uma onda, mochilas pra fazer pic nic, cada um com a sua. Eles, me parece, ficam bem mais independentes.
- Criança usa óculos escuro, usa mesmo e todos. Deve ser recomendação médica. E tem cada estilo!!! Gostaria de fotografar todos pra colocar aqui, mas não dá não, né!
- As crianças (essa é minha percepção) (bem como a maioria dos adultos) tem uma relação bem mais tranquila com o corpo. Em Amsterdam as meninas no maior frio correndo de calcinha ou peladas pelo parque, e elas tinham seus 8 anos. Na praia muitas não usam a parte de cima, é tipo um topless, mas pense isso no Brasil. Os adultos também são bem mais desencanados porque vejo muitas mulheres sem soutian (ou mostrando a alça), e nunca isso me pareceu apelativo ou agressivo, é muito normal. Os homens estão sempre nos vestiários femininos, até de lingerie e participam!!!rsrsr Também os mictório (aquele lugar que os homens fazem pipis) são, muitas vezes, na passagem para o banheiro femino. Então vc passa o cara tá mijando, de costas, mas... e vc segue pro seu lugar. Acho ilário, mas veja como não há nada demais. Cada vez eu percebo que essa relação apelativa esta na cabeça de quem vê. No Brasil teve a polêmica que não se pode nem amamentar em público, me poupe né. Acho que aqui as pessoas lidam mais naturalmente com o corpo e a sexualidade. No Brasil o menino nem nasce e já fica todo mundo mostrando o saco roxo, arrumando namoradinho pros pequenos. Ai como eu odeio isso. Eu quero que meus filhos(as) namorem muito mas na hora certa. Essa palhaçada de arrumar namoradinho pra criança só afasta as meninas dos meninos, afinal se ficar perto todo mundo enche o saco... aiaiai dê me paciência.
- As crianças dançam, cantam, fazem coreografias orgulhosamente (eu digo porque sempre passo na porta de uma escola aqui e vejo). Eu tava comentando com meu marido, imagina isso num colégio público no Brasil, era tanto menino (especialmente os homens nesse caso) tirando onda com o outro que ninguém faria, e o professor menos ainda, afinal professor que faz coreografia é tido como gay né. Triste isso, mas eu acho que a realidade é essa. Triste.
- Criança que cai se levanta sem alarde. O pai espera ela se levantar (por menor que seja o fiote) e depois diz que não foi nada, a não ser que realmente o pequeno comece a chorar ele vem salvar.
- Criança leva palmada. Não faço apologia a violência, longe disso. Espero nunca precisar dar palmadas, mas e se ele for totalmente indisciplinado. Ah, é porque eu não soube criar... então vem criar pra mim.
Criança vestida para o frio é uma onda né. Parecem uns pinguinzinhos fofissimos. Alguns eu nao resisto e fotografo de longe que seja.
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011
divagações
aiai é tanta, mas tanta coisa na cabeça, que não sei por onde começar.
Eu só sei que a França é um lugar que eu gosto.
Eu fico só vendo os detalhes da vida aqui e sorrindo sobre essas perspectivas.
Mas eu preciso trabalhar mais.
Dormir menos. E apesar de não postar, reduzir o uso do computador!!
Eu só sei que a França é um lugar que eu gosto.
Eu fico só vendo os detalhes da vida aqui e sorrindo sobre essas perspectivas.
Mas eu preciso trabalhar mais.
Dormir menos. E apesar de não postar, reduzir o uso do computador!!
terça-feira, 26 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Ter ou não ter uma empregada doméstica?
Eu costumo ter opinião pra tudo... então de vez em quando vou postar sobre como penso em relação a coisas polêmicas (ou não). Assim daqui alguns anos eu posso ver se meus argumentos são consistentes ou se tudo mudou na minha cabeça cheia de novelos de lã! Já adianto que penso meio torto, meus cabelos são encaracolados e minhas ideias ainda mais...
Então a questão é: o trabalho de casa é desgastante, não muito recompensador, diário e cansativo. No Brasil é muito comum que as famílias tenham empregadas domésticas (claro aquelas com uma condiçãozinha melhor). Nos países desenvolvidos isso é bem menos comum, afinal a mão de obra é bem paga e isso restringe o acesso da classe média aos prestes de uma ajudante de casa.
Existe um discurso pré-pronto (eu não gosto de discursos de microondas, saem tão rápido da boca - nem sei se passam pela cabeça) (mas devo confessar que muitas pessoas não só discursam, mas tem um bom entendimento e são exemplares e coerentes com o que dizem) que é o seguinte:
"o Brasil tem resquiços escravagistas que mantém a cultura da empregada doméstica, isso é um absurdo. A pessoa não tem vergonha de ter empregadas domésticas? E explorar seu igual?"
Eu reitero que o trabalho de casa é desgastante, contínuo, não dá status enfim... um monte de coisa ruim (eu não gosto de cuidar de casa...hehehe), mas o faço e não tenho empregada.
Contudo, entretanto, todavia. Eu acredito que a maior explicação para a existência de empregadas domésticas é a desigualdade social.
A característica que eu vejo que vem da escravidão é a forma (e aí está o problema e não o trabalho em si) como a empregada doméstica foi enquadrada no direito do trabalho, nos direitos de fato e na relação com os patrões (tem que dormir no trabalho, ou chegar super cedo pra fazer o café e só sair depois que a louça do jantar estiver limpa, não tem fim de semana livre... peraí, aí sim, devemos lutar pra não acontecer, quer tudo isso, então tenha dois ou três empregados). Um outro problema que eu só me dei conta recentemente é a relação (espero que antiga) de que a empregada doméstica tinha um papel de iniciação sexual nos adolescentes da casa, isso é um ABSURDO! Inadmissível. E quando falo em empregada doméstica falo na funcionária do lar, não dessa relação equivocada que se criou.
Então eu vejo que a galera, por mais que a intenção não seja essa, têm um preconceito enorme com o trabalho doméstico.
As pessoas chegam a dizer que não é um trabalho digno... e que é o privilégio de uma classe em explorar outra classe desprivilegiada (e um outro ser humano...).
Gente, peraí. Temos que discutir outras coisas, inclusive, discutindo os aspectos reais (como melhoria de salários e direitos) a tendência é reduzir o número de empregadas domésticas - se essa é a questão: acabar com esse trabalho desumano...
Mas ao mesmo tempo, essa humilde pessoa, que, para alguns, vai parecer uma alienada de classe média que quer garantir o direito de continuar expropriando o trabalho alheio (daqui a pouco Marx vem aqui me dar um puxão de orelha).... acredita que:
Essa discussão acaba gerando um maior preconceito com as empregadas domésticas, elas são mal vistas pela sociedade. Isso sim é um absurdo.
Seria eu tão alienada?
Eu acredito que todas as funções tem que ser bem remuneradas (lixeiro, gari, doméstica, atendente, empregado rural, professor etc. etc. etc.), ter todos os direitos trabalhistas, aposentadoria garantida, acesso a saúde, educação etc...
Ou vamos extinguir toda a exploração do trabalho? Temos sim que reduzir a desigualdade. Porque uns com tanto e outros sem nada?
Se for porque é ruim limpar a casa, fazer comida... uai, mas é difícil também ser cuidadora de idosos, de pessoas com dependência... e se o parente não consegue fazer isso sozinho?? É expropriação do trabalho alheio? Porque ser doméstica é a pior coisa do mundo?
E tem mais uma coisinha que estava discutindo... as pessoas não podem comparar coisas que são incomparáveis. Se você tem filhos aqui na Europa você tem uma estrutura de creches e colégios para os pequenos de qualidade, vai pra grande maioria das cidades do interior no Brasil, onde deixar os filhos??? Onde?? Quem pode deixar com os avós, ótimo, mas e quem não tem essa opção?
Então sei lá, viu... tem coisas que ainda não me convencem, mesmo que tenham a melhor intenção do mundo...
Então a questão é: o trabalho de casa é desgastante, não muito recompensador, diário e cansativo. No Brasil é muito comum que as famílias tenham empregadas domésticas (claro aquelas com uma condiçãozinha melhor). Nos países desenvolvidos isso é bem menos comum, afinal a mão de obra é bem paga e isso restringe o acesso da classe média aos prestes de uma ajudante de casa.
Existe um discurso pré-pronto (eu não gosto de discursos de microondas, saem tão rápido da boca - nem sei se passam pela cabeça) (mas devo confessar que muitas pessoas não só discursam, mas tem um bom entendimento e são exemplares e coerentes com o que dizem) que é o seguinte:
"o Brasil tem resquiços escravagistas que mantém a cultura da empregada doméstica, isso é um absurdo. A pessoa não tem vergonha de ter empregadas domésticas? E explorar seu igual?"
Eu reitero que o trabalho de casa é desgastante, contínuo, não dá status enfim... um monte de coisa ruim (eu não gosto de cuidar de casa...hehehe), mas o faço e não tenho empregada.
Contudo, entretanto, todavia. Eu acredito que a maior explicação para a existência de empregadas domésticas é a desigualdade social.
A característica que eu vejo que vem da escravidão é a forma (e aí está o problema e não o trabalho em si) como a empregada doméstica foi enquadrada no direito do trabalho, nos direitos de fato e na relação com os patrões (tem que dormir no trabalho, ou chegar super cedo pra fazer o café e só sair depois que a louça do jantar estiver limpa, não tem fim de semana livre... peraí, aí sim, devemos lutar pra não acontecer, quer tudo isso, então tenha dois ou três empregados). Um outro problema que eu só me dei conta recentemente é a relação (espero que antiga) de que a empregada doméstica tinha um papel de iniciação sexual nos adolescentes da casa, isso é um ABSURDO! Inadmissível. E quando falo em empregada doméstica falo na funcionária do lar, não dessa relação equivocada que se criou.
Então eu vejo que a galera, por mais que a intenção não seja essa, têm um preconceito enorme com o trabalho doméstico.
As pessoas chegam a dizer que não é um trabalho digno... e que é o privilégio de uma classe em explorar outra classe desprivilegiada (e um outro ser humano...).
Gente, peraí. Temos que discutir outras coisas, inclusive, discutindo os aspectos reais (como melhoria de salários e direitos) a tendência é reduzir o número de empregadas domésticas - se essa é a questão: acabar com esse trabalho desumano...
Mas ao mesmo tempo, essa humilde pessoa, que, para alguns, vai parecer uma alienada de classe média que quer garantir o direito de continuar expropriando o trabalho alheio (daqui a pouco Marx vem aqui me dar um puxão de orelha).... acredita que:
Essa discussão acaba gerando um maior preconceito com as empregadas domésticas, elas são mal vistas pela sociedade. Isso sim é um absurdo.
Seria eu tão alienada?
Eu acredito que todas as funções tem que ser bem remuneradas (lixeiro, gari, doméstica, atendente, empregado rural, professor etc. etc. etc.), ter todos os direitos trabalhistas, aposentadoria garantida, acesso a saúde, educação etc...
Ou vamos extinguir toda a exploração do trabalho? Temos sim que reduzir a desigualdade. Porque uns com tanto e outros sem nada?
Se for porque é ruim limpar a casa, fazer comida... uai, mas é difícil também ser cuidadora de idosos, de pessoas com dependência... e se o parente não consegue fazer isso sozinho?? É expropriação do trabalho alheio? Porque ser doméstica é a pior coisa do mundo?
E tem mais uma coisinha que estava discutindo... as pessoas não podem comparar coisas que são incomparáveis. Se você tem filhos aqui na Europa você tem uma estrutura de creches e colégios para os pequenos de qualidade, vai pra grande maioria das cidades do interior no Brasil, onde deixar os filhos??? Onde?? Quem pode deixar com os avós, ótimo, mas e quem não tem essa opção?
Então sei lá, viu... tem coisas que ainda não me convencem, mesmo que tenham a melhor intenção do mundo...
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