Este blog nasceu da necessidade de falar do que penso (super clichê). Sou uma eterna estudante, mas não quero falar sobre papo cabeça, nem referenciar autores, só quero tagarelar despropositadamente.
melancolia
Laura Tedeschi
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terça-feira, 14 de agosto de 2012
Em busca do fim
Estou no meu último semestre do doutorado. Foi a última matrícula.
Eu nem sou, nem estou tão dedicada assim. Mas de toda sorte, mais caseira, mais amena, mais concentrada. Tbm pudera, não são férias.
Minha vida está muito positiva. Muito positiva. Muita coisa boa. Meus problemas são muito pequenos, muito bobos. Minhas perspectivas são muito boas. Congresso com boas propostas profissionais. Casa com Maricota, minha filhota cada dia mais trelosa. Saúde não é apenas desejo de fim de ano e aniversário é uma dádiva que eu tenho.
Deus gosta muito de mim. Não tem nada espetacular me acontecendo. Nem ganhei na sena. Mas eu sou muito privilegiada. Sabe um destino onde tudo acontece como, ou acima do que vc sonhou, voilà!!!!
Merci beaucoup!!!! I'm happy!
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Eu e a religião
Eu escrevi isso há algum tempo e não sei porque não publiquei, acho que hoje é um bom dia. Então, voilà! Considerando a decalagem de tempo....posso decepcionar algumas pessoas, but...
Eu tenho muita vontade de expressar minha opinião sobre Religião. E ultimamente essa vontade tem aumentado... muitas coisas que tenho lido, muitas coisas que tem acontecido...
Eu sou criada numa família muito católica.
Atualmente vejo a igreja católica em queda acentuada. Muitas pessoas que eu conheço não só não frequentam quanto odeiam a igreja. Algumas pessoas tem razões pessoais para isso, outras vão na onda. Hoje eu vejo que é cult não gostar da igreja. O que não desmerece o gosto das pessoas.
Eu discordo de muitas, mas muitas, coisas da igreja católica:
Não dá para concordar com a proibição da pílula, da camisinha e tantas outras coisas no mundo atual. Não dá para aceitar a denúncia cte de pedofilia. Não dá para aceitar a postura de alguns padres e outros da igreja. Me lembro quando um padre em Pernambuco condenou a equipe médica que fez o aborto de uma garota estuprada. Não houve menção da igreja contrária ao estuprador, mas apenas à equipe médica. Triste. Inclusive nesse caso a família do meu marido me procurou para saber minha opinião, considerando que sou católica.
Esse tipo de coisa me choca também. Porque me parece tão evidente que não se é de acordo com um absurdo desses. E as pessoas me perguntam como se eu fosse conivente e apoiasse cada barbaridade que é feita por essa instituição complexa, grandiosa, poderosa, historicamente consolidada e construida sobre pilares de poder do homem (com a mulher subalterna reconheço tbm).
Mas, apesar de tudo isso.
Eu sou muito grata a igreja católica à minha formação. E isso não significa que sou alienada (eu sou alienada, como todos somos, por estarmos embuídos na nossa cultura, mas não, necessariamente, por essa opinião) a todas as regras, dogmas e ideais da igreja. Eu tive experiências ótimas de amor, compreensão. Eu conheci padres maravilhosos, que salvam vidas, que aliviam, que trazem alegrias no coração das pessoas.
Eu posso desconsiderar a minha experiência para compartilhar de um grupo? Não, sinto muito! Eu tento, a minha maneira, separar o joio do trigo. E isso é, e tem sido fundamental para minha estabilidade emocional, minha força para superar tantos problemas.
Tudo bem que quase não tenho frequentado, esse ano fui a duas missas. Preciso voltar, sinto falta. Quando vou numa missa muito ruim, começo a rezar para o Padre, uma onda né... me ensinaram isso num grupo... Quando a gente faz isso reconhece o quanto eles são humanos, pecadores e, muita vezes, insensatos, insensíveis.... Mas seriam apenas os religiosos da igreja católica?
Eu participei muito especialmente na adolescência. Na infância não gostava. Missas chatas e compromissos tediosos. Na adolescência adorei, participei fortemente e foi muito bom: o grupo EAC - Encontro de Adolescentes com Cristo, depois fiz o EJC - Encontro de Jovens com Cristo e pretendo fazer o ECC - Encontro de Casais com Cristo. Diferentemente da maioria das pessoas que eu conheço eu tenho boas lembranças da igreja. Eu me sinto acolhida. E eu tenho muita pena de tanta gente que teve más experiências e reconheço que a igreja provoca isso de fato.
Mas engana-se quem acha que é só isso, que esses encontros são tediosos, que as pessoas te castram o tempo todo, que só falam de coisas radicais... não a gente se diverte muito. Eu sei o que é farra e sei que um grupo bom da igreja é um grupo de muito apoio e diversão. Meu curso de noivos na igreja foi sensacional (infelizmente muitas pessoas não tem essa sorte), falou-se de sexo (do corpo feminino, das dificuldades ...), dinheiro, filhos, respeito, amor com muita propriedade.
Eu não quero convencer ninguém sobre religião. Não mesmo. Mas eu senti vontade de contar tudo isso, porque as vezes as coisas vão tomando uma proporção que viram verdade a priori.
A família de mon mari é praticamente toda espírita, tenho muitos amigos tbm, tenho muitos amigos ateus, agnósticos etc. A Academia é repleta e eu respeito. Não vejo problemas mesmo. Mas ultimamente as coisas estão mudando de uma forma que você ser católico praticante parece que você é pré-histórico e totalmente acrítico.
Pode parecer incoerente, mas eu acho que a religião é uma construção cultural. Eu trabalho aqui com 3 paquistaneses na mesma sala. Eles cumpriram o ramadan, imagina o quão deve ser difícil. E eu fico imaginando que lá eles tem outra ideia de Jesus, e qual é a verdade??? Pra mim a verdade é a busca por um mundo melhor, mais tolerante, mais humilde, mais família, com mais respeito, com valores que estão se perdendo (não apenas pela falta da igreja, mas eu julgo que pela falta da família e de apoio que por vezes podem sim ser encontrados nela) ( e esse argumento também não implica que a falta de religião provoque isso, mas para algumas pessoas é importante, pra mim foi.)...
É isso, eu sou feliz por ser católica, rezar me trás conforto. Escutar algumas músicas me alivia. Alguns livrinhos me ajudam muito a rever meus comportamentos, então para mim a religião foi e é fundamental para eu ser uma pessoa melhor.
Eu tbm comecei a escrever tudo isso, porque tem algumas pessoas com quem eu convivo que vivem falando mal da igreja católica (no meu doutorado então...uf). Eu tento deixar pra lá, mas as vezes me sinto ofendida pelas generalizações para com o catolicismo.
Por exemplo eu tive uma PÉSSSIMA experiência com uma pessoa espírita no último ano. Esse indivíduo é a "caridade" em pessoa, inclusive faz as palestras no centro e tals. Eu vou falar que os espíritas são todos assim? Não, não vou, não posso e não devo. Então a recíproca é verdadeira.
Apenas para pensar:
" A maneira mais simples de corromper um jovem é ensiná-lo a respeitar mais aqueles que têm opiniões iguais às suas que aqueles que têm opiniões diferentes das suas." (Nietzsche)
Eu tenho muita vontade de expressar minha opinião sobre Religião. E ultimamente essa vontade tem aumentado... muitas coisas que tenho lido, muitas coisas que tem acontecido...
Eu sou criada numa família muito católica.
Atualmente vejo a igreja católica em queda acentuada. Muitas pessoas que eu conheço não só não frequentam quanto odeiam a igreja. Algumas pessoas tem razões pessoais para isso, outras vão na onda. Hoje eu vejo que é cult não gostar da igreja. O que não desmerece o gosto das pessoas.
Eu discordo de muitas, mas muitas, coisas da igreja católica:
Não dá para concordar com a proibição da pílula, da camisinha e tantas outras coisas no mundo atual. Não dá para aceitar a denúncia cte de pedofilia. Não dá para aceitar a postura de alguns padres e outros da igreja. Me lembro quando um padre em Pernambuco condenou a equipe médica que fez o aborto de uma garota estuprada. Não houve menção da igreja contrária ao estuprador, mas apenas à equipe médica. Triste. Inclusive nesse caso a família do meu marido me procurou para saber minha opinião, considerando que sou católica.
Esse tipo de coisa me choca também. Porque me parece tão evidente que não se é de acordo com um absurdo desses. E as pessoas me perguntam como se eu fosse conivente e apoiasse cada barbaridade que é feita por essa instituição complexa, grandiosa, poderosa, historicamente consolidada e construida sobre pilares de poder do homem (com a mulher subalterna reconheço tbm).
Mas, apesar de tudo isso.
Eu sou muito grata a igreja católica à minha formação. E isso não significa que sou alienada (eu sou alienada, como todos somos, por estarmos embuídos na nossa cultura, mas não, necessariamente, por essa opinião) a todas as regras, dogmas e ideais da igreja. Eu tive experiências ótimas de amor, compreensão. Eu conheci padres maravilhosos, que salvam vidas, que aliviam, que trazem alegrias no coração das pessoas.
Eu posso desconsiderar a minha experiência para compartilhar de um grupo? Não, sinto muito! Eu tento, a minha maneira, separar o joio do trigo. E isso é, e tem sido fundamental para minha estabilidade emocional, minha força para superar tantos problemas.
Tudo bem que quase não tenho frequentado, esse ano fui a duas missas. Preciso voltar, sinto falta. Quando vou numa missa muito ruim, começo a rezar para o Padre, uma onda né... me ensinaram isso num grupo... Quando a gente faz isso reconhece o quanto eles são humanos, pecadores e, muita vezes, insensatos, insensíveis.... Mas seriam apenas os religiosos da igreja católica?
Eu participei muito especialmente na adolescência. Na infância não gostava. Missas chatas e compromissos tediosos. Na adolescência adorei, participei fortemente e foi muito bom: o grupo EAC - Encontro de Adolescentes com Cristo, depois fiz o EJC - Encontro de Jovens com Cristo e pretendo fazer o ECC - Encontro de Casais com Cristo. Diferentemente da maioria das pessoas que eu conheço eu tenho boas lembranças da igreja. Eu me sinto acolhida. E eu tenho muita pena de tanta gente que teve más experiências e reconheço que a igreja provoca isso de fato.
Mas engana-se quem acha que é só isso, que esses encontros são tediosos, que as pessoas te castram o tempo todo, que só falam de coisas radicais... não a gente se diverte muito. Eu sei o que é farra e sei que um grupo bom da igreja é um grupo de muito apoio e diversão. Meu curso de noivos na igreja foi sensacional (infelizmente muitas pessoas não tem essa sorte), falou-se de sexo (do corpo feminino, das dificuldades ...), dinheiro, filhos, respeito, amor com muita propriedade.
Eu não quero convencer ninguém sobre religião. Não mesmo. Mas eu senti vontade de contar tudo isso, porque as vezes as coisas vão tomando uma proporção que viram verdade a priori.
A família de mon mari é praticamente toda espírita, tenho muitos amigos tbm, tenho muitos amigos ateus, agnósticos etc. A Academia é repleta e eu respeito. Não vejo problemas mesmo. Mas ultimamente as coisas estão mudando de uma forma que você ser católico praticante parece que você é pré-histórico e totalmente acrítico.
Pode parecer incoerente, mas eu acho que a religião é uma construção cultural. Eu trabalho aqui com 3 paquistaneses na mesma sala. Eles cumpriram o ramadan, imagina o quão deve ser difícil. E eu fico imaginando que lá eles tem outra ideia de Jesus, e qual é a verdade??? Pra mim a verdade é a busca por um mundo melhor, mais tolerante, mais humilde, mais família, com mais respeito, com valores que estão se perdendo (não apenas pela falta da igreja, mas eu julgo que pela falta da família e de apoio que por vezes podem sim ser encontrados nela) ( e esse argumento também não implica que a falta de religião provoque isso, mas para algumas pessoas é importante, pra mim foi.)...
É isso, eu sou feliz por ser católica, rezar me trás conforto. Escutar algumas músicas me alivia. Alguns livrinhos me ajudam muito a rever meus comportamentos, então para mim a religião foi e é fundamental para eu ser uma pessoa melhor.
Eu tbm comecei a escrever tudo isso, porque tem algumas pessoas com quem eu convivo que vivem falando mal da igreja católica (no meu doutorado então...uf). Eu tento deixar pra lá, mas as vezes me sinto ofendida pelas generalizações para com o catolicismo.
Por exemplo eu tive uma PÉSSSIMA experiência com uma pessoa espírita no último ano. Esse indivíduo é a "caridade" em pessoa, inclusive faz as palestras no centro e tals. Eu vou falar que os espíritas são todos assim? Não, não vou, não posso e não devo. Então a recíproca é verdadeira.
Apenas para pensar:
" A maneira mais simples de corromper um jovem é ensiná-lo a respeitar mais aqueles que têm opiniões iguais às suas que aqueles que têm opiniões diferentes das suas." (Nietzsche)
quinta-feira, 5 de abril de 2012
sábado, 24 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
Feliz demás
Eu tenho um tesouro. O maior que alguém pode ter.
Tenho amigos. Grandes amigos. Amigos de longa data. E esse fim de semana foi super especial. Rever tantos amigos e me sentir tão bem, tão em casa. Tão acolhida. Tão a vontade. Tão tão. E assim eu estou certa que, apesar de todos os percalços eu sou uma pessoa privilegiada e abençoada!!
Não caibo em mim!!
Tenho amigos. Grandes amigos. Amigos de longa data. E esse fim de semana foi super especial. Rever tantos amigos e me sentir tão bem, tão em casa. Tão acolhida. Tão a vontade. Tão tão. E assim eu estou certa que, apesar de todos os percalços eu sou uma pessoa privilegiada e abençoada!!
Não caibo em mim!!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Eu tenho que trabalhar, mas...
O Carnaval tá chegando!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Adorei esse poster.. e ele é de Olinda, veja o Homem da Meia Noite... mas não conheço o Arranco...
E eu adoro festas populares, gosto de gente suada me empurrando em todos os cantos, de calor sufocante, de pernas doendo subindo ladeiras, de fantasia, de originalidade, de música, de alegria... adoro!!!
Me criei entre os carnavais da Bahia e de Minas com uma família que não curte, mas toda a vontade se instalou numa pessoa só: muázinha aqui. Nos últimos 6 anos me rendi aos carnavais de Recife-Olinda (que são belíssimos) e esse ano vou pra Salvador!!!! Tenho até planos de um dia desfilar numa escola de samba no Rio, deve ser uma experiência diferente, não!!! Então, pour quoi pas????
Bem, mon Marí, apesar de ter vindo de uma família carnavalesca, organizadora de blocos e tudo mais... hoje prefere calmaria... Nossa cidade tem até um festival de Jazz muito bacana no carnaval, mas eu devo curtir em outros momentos...
Diante disso vamos passar só o fim de semana em Salvador, mas já tá valendo!!! Preciso voltar com gás pro trabalho!!
Feliz Carnaval a todos, aos que curtem e aos que não curtem... aproveitem cada um a sua maneira! Aos da Europa muito cobertor e chocolate quente!!
Adorei esse poster.. e ele é de Olinda, veja o Homem da Meia Noite... mas não conheço o Arranco...
E eu adoro festas populares, gosto de gente suada me empurrando em todos os cantos, de calor sufocante, de pernas doendo subindo ladeiras, de fantasia, de originalidade, de música, de alegria... adoro!!!
Me criei entre os carnavais da Bahia e de Minas com uma família que não curte, mas toda a vontade se instalou numa pessoa só: muázinha aqui. Nos últimos 6 anos me rendi aos carnavais de Recife-Olinda (que são belíssimos) e esse ano vou pra Salvador!!!! Tenho até planos de um dia desfilar numa escola de samba no Rio, deve ser uma experiência diferente, não!!! Então, pour quoi pas????
Bem, mon Marí, apesar de ter vindo de uma família carnavalesca, organizadora de blocos e tudo mais... hoje prefere calmaria... Nossa cidade tem até um festival de Jazz muito bacana no carnaval, mas eu devo curtir em outros momentos...
Diante disso vamos passar só o fim de semana em Salvador, mas já tá valendo!!! Preciso voltar com gás pro trabalho!!
Feliz Carnaval a todos, aos que curtem e aos que não curtem... aproveitem cada um a sua maneira! Aos da Europa muito cobertor e chocolate quente!!
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Vontade de nadar...
Eu estou cansada e é tudo!Eu penso na minha vida ao longe e vejo hoje como estou cansada. Será que sou apenas eu que me sinto assim. Eu já penso na minha aposentadoria. No quão vou poder estar tranquila. Não é o fato de não trabalhar, mas de me desligar, de relaxar integralmente.
Eu gosto do meu trabalho. Eu sou “relativamente” (bem relativamente) bem sucedida. Eu gosto de desafios. Afora eu seja preguiçosa para tudo muitas coisas. Mas as vezes eu fico pensando se não teria que ter escolhido algo mais fácil... Não, mas o que eu faço não é difícil. Mas é... eu não sei explicar direito............. É cansativo, infindável...
Eu queria um emprego que ao sair de lá você pudesse se despreender das atividades. Cada vez mais isso é dificil, eu sei. Mas eu acho que é fortemente intrínseco ao meu trabalho essa relação de que você não pode parar um minuto. Precisa ler, escrever mais e mais, afinal informação não falta e aumenta a cada segundo...
A coisa mais ilária que eu acho é quando pessoas (algumas teóricamente esclarecidas) não entendem o que um professor faz na universidade se os alunos estão de férias, ou ainda como dão tão poucas horas/aulas. Pesquisador e professor é igual mãe, não tem férias nem fim de semana. Sim pais e mães se desvencilham dos filhos, saem, viajam... mas você imagina como anda a cabeça deles, sempre muito ligada, especialmente quando os filhos ainda são dependentes. É isso, eu viajo, curto, mas no fundo tem sempre um artigo na minha consciência, um relatório, uma apresentação, uma pilha de exames para avaliar, um curso para preparar... e sempre tiveram meus projetos de iniciação científica, a dissertação do mestrado, projetos de pesquisas, qualificação, “agora” a tese de doutorado... e não vai acabar nunca. Isso me assusta. Tem gente que adora. Tem gente que finge que adora (afinal temos que ser felizes por livre e espontânea pressão, não é mesmo?). Eu fico assustada.
Ano que vem minha rotina será tão puxada que eu espero nem pensar nisso. Bora ver se passa. Tomara.
Quem sabe um dia eu não mude meus rumos... bora ver né...
Tô querendo nadar (ou andar) contra a maré...
domingo, 2 de outubro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
Discussões e desgastes da internet
Gente eu tô impressionada como as redes sociais em geral tem sido foco de stresses e muito desgaste.
Uma vez aconteceu comigo (acho que foram duas, mas eu não consigo me lembrar direito da outra), foi tudo por e-mail. Eu não vejo problemas em discutir, aliás adoro. Me incita uma boa discussão, mas no geral ela leva pra um desgaste desnecessário...
Mas vamos ao causo: eu recebi um email desses bem bestas sobre uma mulher muito bem resolvida socialmente, mas cansada emocionalmente com as inúmeras cobranças e, que gostaria de voltar no tempo: cuidar do marido, filhos e na brincadeira ela valoriza a subserviência feminina... o e-mail é engraçado. Mas realmente desmerece as feministas que provocaram essa condição de igualdade e pressão nas mulheres. Mas era um email idiota, sem nenhuma pretensão.
Eu já quase não mandava e-mails encaminhados, mas escolhi algumas amigas, bem resolvidas e mandei. Pensei, elas vão se divertir...
Passado um dia eu recebi um email gigantesco de uma amiga me descascando. Ela não mandou só pra mim, mas para todos aqueles que eu tinha enviado. Teve gente que me ligou pra saber o que era aquilo... tamanha a falta de noção. O email era enorme, super denso, embasado teoricamente (a qualidade não sei, porque embasamento teórico a gente consegue pra tudo). Eu fiquei bob’s. Quanto tempo a criatura perdeu pra fazer aquilo tudo. Perdeu o fim de semana, a pobre.
Algumas considerações sobre o caso: eu morei 4 anos com essa amiga (fizemos uma república na época da graduação). Ela é uma pessoa bacana, apesar de sempre impor sua opinião, mas como eu tbm sou osso e nunca aceitei muito... ela sempre me respeitou.
Essa pessoa é feminista, eu também me considero e ela sabe disso. Mas isso não era uma bandeira. Estudávamos numa excelente universidade cheia de ideias revolucionárias, éramos independentes, assim, natural e racionalmente, víamos que homens e mulheres tinham que seguir as mesmas regras... Mas depois que eu recebi a reposta ao meu email encaminhado fiquei chocada. Eu pensei mil coisas. Como as pessoas mudam. Que loucura. Mentalmente eu tinha, a cada minuto, uma resposta altamente rebuscada para lhe dar. [Como eu faço discussões mentais até com quem não me conhece, imaginem que eu tinha um prato cheio. Mas ao mesmo tempo eu estou na campanha pra me transformar numa pessoa melhor (ou eu melhoro ou desenvolvo uma úlcera enorme porque meu instinto é mau).]
Ela foi grosseira, me tratou como uma idiota, ( trecho do email "Confesso que fiquei estarrecida em saber que em pleno século 21, ainda são disseminados estes pensamentos acerca das mulheres e que ainda conquiste várias adeptas") e dentre outras coisas insinuou que eu era conivente com a violência contra mulher... nesse nível. Eu até disse à mon mari, vou largar o trabalho e ficar aqui em casa com você me batendo o dia todo... Puta que pariu, como uma pessoa que me conheceu (ou não) pôde dizer tanta coisa se referindo ao email, mas, essencialmente, a cabeça oca de quem divulga tal hegemonia machista... ou como consta na introdução do mesmo “me fez achar que esse texto é mais uma reprodução androcêntrica da sociedade patriarcal”...
Eu recebo tanto email que discordo do teor (seja ele religioso, politico, comportamental etc.). Mesmo em emails idiotas, muitas vezes eu não gosto e não concordo. O que fazer: cada um faz o que quer, não é mesmo? Mas eu acho que ou você apaga, ou pede a pessoa pra não enviar mais esse tipo de coisa. Se quer discutir veja se há fundamento na discussão, se justifica o desgaste, se convém, se realmente aquele email condiz com o alarde a ser feito. Eu digo isso pensando também nas polêmicas dos blogs, uma delas começou com a piada da mastercard... sinceramente eu acho exagero, mas cada um no seu cada qual né. Duro é quando esse tipo de coisa te envolve, felizmente eu tô aqui so corujando...
Bem, isso aconteceu com um e-mail encaminhado enviado para as amigas mais próximas, que me conhecem (ao menos eu achava). Agora imagina os blogs, facebooks e twiters estão estourando em situações como estas.
No meu caso eu pensei em responder tantas coisas, mas tantas coisas... mas nunca respondi esse e-mail. Nosso contato é mínimo, por vários motivos. Mas definitivamente eu não quero contato com gente assim.
Depois dessa eu parei de mandar email encaminhado. Eu não gosto de covardia, admiro muito as pessoas que dão a cara a tapa sobre o que pensam e costumo ser assim na minha vida real, mas na internet isso é muito complicado. Só discuto em blog coisas muito relevantes como o melhor sorvete que já comi na vida... e olha que eu AMO argumentar e discutir coisas... mas eu quero paz, eu também quero: olho no olho, tom de voz e, especialmente, eu quero saber com quem estou falando. Isso muda tudo (apesar de muitas vezes a gente apenas achar que sabe com quem esta falando).
Gosto de gente de opinião. Mas gosto de gente leve, bem humorada também. Eu não quero conversar com alguém que eu pise em ovos, vai que eu falo uma merda vou ser queimada na fogueira... além do quê tem momentos e momentos, situações e situações para uma discussão.
Mas diante de tudo isso, eu, na campanha por ser uma pessoa melhor estou ficando quieta. Mas eu teria argumentos para comentar em cada post polêmico que tenho visto (que não são poucos), em cada coisa escrita no face (e como as pessoas se contradizem, uns reclamam que o povo posta bobagens no comentário do face, quando outro critica o que ele postou começa o discurso de liberdade na internet... ), felizmente não tenho tuitíii (rsrsrsr), porque pelo visto é lá que a coisa bomba mais... uf!
Cada dia vejo que o radicalismo, muitas vezes, atrapalha. Eu vejo isso no meu trabalho. Meus alunos as vezes são tão radicais (e ingênuos) sobre alguns assuntos que eu os alerto: sejam realistas, sejam paulatinos na mudança senão vocês perdem a credibilidade e a aceitação. Isso é péssimo pra qualquer movimento (seja feminista, homossexual, ambiental, religioso...). O que não significa que sejamos superficiais em tudo. Significa que você tem que adequar suas exigências ideológicas aos limites do seu interlocutor, claro, no âmbito da discussão. Se a pessoa te afrontou ou ultrapassou seus direitos você tem que usar seus argumentos até o limite. Mas digamos que você vá falar de liberdade sexual com uma pessoa de idade, do interior, muito religioso e conservador você não deve exigir dele o mesmo entendimento de mundo e de sexualidade de alguém solteiro, jovem, na balada etc.
Eu não sei se estou me fazendo entender. O que quero dizer é que é preciso flexibilizar para conseguir mudar. A ferro e fogo não vai. As vezes só instiga a raiva. É isso que vejo que vem acontecendo com o feminismo. As ideias são geniais, mas o radicalismo distorce a lógica do movimento, cria um preconceito enorme pelas feministas, ridiculariza os argumentos. E como as vezes as brigas se dão por motivos fúteis demais isso é um aliado aos tais mascus convencerem muita gente.
O mais engraçado (ou perigoso - já que não faço mais nada) é que por causa disso eu tenho conhecido muitos blogs, um indica a polêmica criada pelo outro e assim vai... e eu gosto de quase todos... (eu realmente sou demente e pouco fundada nas minhas ideias....kkk) adiciono os mais incoerentes. Mas sabe, as pessoas normalmente pecam em algum ponto, mas tentam fazer análises críticas interessantes. Eu acho que não preciso concordar com tudo que uma pessoa diz para me interessar pelas suas ideias. É assim com meus amigos pessoais, quiçá com desconhecidos virtuais. Se não gosto, passo o post, elaboro minhas elocubrações internamente ou discuto com mon mari sobre o que penso quanto à polêmica, ou escrevo aqui. Se passo a não gostar de nada no blog, deixo de seguir ou conferir. Simples.
Uma vez aconteceu comigo (acho que foram duas, mas eu não consigo me lembrar direito da outra), foi tudo por e-mail. Eu não vejo problemas em discutir, aliás adoro. Me incita uma boa discussão, mas no geral ela leva pra um desgaste desnecessário...
Mas vamos ao causo: eu recebi um email desses bem bestas sobre uma mulher muito bem resolvida socialmente, mas cansada emocionalmente com as inúmeras cobranças e, que gostaria de voltar no tempo: cuidar do marido, filhos e na brincadeira ela valoriza a subserviência feminina... o e-mail é engraçado. Mas realmente desmerece as feministas que provocaram essa condição de igualdade e pressão nas mulheres. Mas era um email idiota, sem nenhuma pretensão.
Eu já quase não mandava e-mails encaminhados, mas escolhi algumas amigas, bem resolvidas e mandei. Pensei, elas vão se divertir...
Passado um dia eu recebi um email gigantesco de uma amiga me descascando. Ela não mandou só pra mim, mas para todos aqueles que eu tinha enviado. Teve gente que me ligou pra saber o que era aquilo... tamanha a falta de noção. O email era enorme, super denso, embasado teoricamente (a qualidade não sei, porque embasamento teórico a gente consegue pra tudo). Eu fiquei bob’s. Quanto tempo a criatura perdeu pra fazer aquilo tudo. Perdeu o fim de semana, a pobre.
Algumas considerações sobre o caso: eu morei 4 anos com essa amiga (fizemos uma república na época da graduação). Ela é uma pessoa bacana, apesar de sempre impor sua opinião, mas como eu tbm sou osso e nunca aceitei muito... ela sempre me respeitou.
Essa pessoa é feminista, eu também me considero e ela sabe disso. Mas isso não era uma bandeira. Estudávamos numa excelente universidade cheia de ideias revolucionárias, éramos independentes, assim, natural e racionalmente, víamos que homens e mulheres tinham que seguir as mesmas regras... Mas depois que eu recebi a reposta ao meu email encaminhado fiquei chocada. Eu pensei mil coisas. Como as pessoas mudam. Que loucura. Mentalmente eu tinha, a cada minuto, uma resposta altamente rebuscada para lhe dar. [Como eu faço discussões mentais até com quem não me conhece, imaginem que eu tinha um prato cheio. Mas ao mesmo tempo eu estou na campanha pra me transformar numa pessoa melhor (ou eu melhoro ou desenvolvo uma úlcera enorme porque meu instinto é mau).]
Ela foi grosseira, me tratou como uma idiota, ( trecho do email "Confesso que fiquei estarrecida em saber que em pleno século 21, ainda são disseminados estes pensamentos acerca das mulheres e que ainda conquiste várias adeptas") e dentre outras coisas insinuou que eu era conivente com a violência contra mulher... nesse nível. Eu até disse à mon mari, vou largar o trabalho e ficar aqui em casa com você me batendo o dia todo... Puta que pariu, como uma pessoa que me conheceu (ou não) pôde dizer tanta coisa se referindo ao email, mas, essencialmente, a cabeça oca de quem divulga tal hegemonia machista... ou como consta na introdução do mesmo “me fez achar que esse texto é mais uma reprodução androcêntrica da sociedade patriarcal”...
Eu recebo tanto email que discordo do teor (seja ele religioso, politico, comportamental etc.). Mesmo em emails idiotas, muitas vezes eu não gosto e não concordo. O que fazer: cada um faz o que quer, não é mesmo? Mas eu acho que ou você apaga, ou pede a pessoa pra não enviar mais esse tipo de coisa. Se quer discutir veja se há fundamento na discussão, se justifica o desgaste, se convém, se realmente aquele email condiz com o alarde a ser feito. Eu digo isso pensando também nas polêmicas dos blogs, uma delas começou com a piada da mastercard... sinceramente eu acho exagero, mas cada um no seu cada qual né. Duro é quando esse tipo de coisa te envolve, felizmente eu tô aqui so corujando...
Bem, isso aconteceu com um e-mail encaminhado enviado para as amigas mais próximas, que me conhecem (ao menos eu achava). Agora imagina os blogs, facebooks e twiters estão estourando em situações como estas.
No meu caso eu pensei em responder tantas coisas, mas tantas coisas... mas nunca respondi esse e-mail. Nosso contato é mínimo, por vários motivos. Mas definitivamente eu não quero contato com gente assim.
Depois dessa eu parei de mandar email encaminhado. Eu não gosto de covardia, admiro muito as pessoas que dão a cara a tapa sobre o que pensam e costumo ser assim na minha vida real, mas na internet isso é muito complicado. Só discuto em blog coisas muito relevantes como o melhor sorvete que já comi na vida... e olha que eu AMO argumentar e discutir coisas... mas eu quero paz, eu também quero: olho no olho, tom de voz e, especialmente, eu quero saber com quem estou falando. Isso muda tudo (apesar de muitas vezes a gente apenas achar que sabe com quem esta falando).
Gosto de gente de opinião. Mas gosto de gente leve, bem humorada também. Eu não quero conversar com alguém que eu pise em ovos, vai que eu falo uma merda vou ser queimada na fogueira... além do quê tem momentos e momentos, situações e situações para uma discussão.
Mas diante de tudo isso, eu, na campanha por ser uma pessoa melhor estou ficando quieta. Mas eu teria argumentos para comentar em cada post polêmico que tenho visto (que não são poucos), em cada coisa escrita no face (e como as pessoas se contradizem, uns reclamam que o povo posta bobagens no comentário do face, quando outro critica o que ele postou começa o discurso de liberdade na internet... ), felizmente não tenho tuitíii (rsrsrsr), porque pelo visto é lá que a coisa bomba mais... uf!
Cada dia vejo que o radicalismo, muitas vezes, atrapalha. Eu vejo isso no meu trabalho. Meus alunos as vezes são tão radicais (e ingênuos) sobre alguns assuntos que eu os alerto: sejam realistas, sejam paulatinos na mudança senão vocês perdem a credibilidade e a aceitação. Isso é péssimo pra qualquer movimento (seja feminista, homossexual, ambiental, religioso...). O que não significa que sejamos superficiais em tudo. Significa que você tem que adequar suas exigências ideológicas aos limites do seu interlocutor, claro, no âmbito da discussão. Se a pessoa te afrontou ou ultrapassou seus direitos você tem que usar seus argumentos até o limite. Mas digamos que você vá falar de liberdade sexual com uma pessoa de idade, do interior, muito religioso e conservador você não deve exigir dele o mesmo entendimento de mundo e de sexualidade de alguém solteiro, jovem, na balada etc.
Eu não sei se estou me fazendo entender. O que quero dizer é que é preciso flexibilizar para conseguir mudar. A ferro e fogo não vai. As vezes só instiga a raiva. É isso que vejo que vem acontecendo com o feminismo. As ideias são geniais, mas o radicalismo distorce a lógica do movimento, cria um preconceito enorme pelas feministas, ridiculariza os argumentos. E como as vezes as brigas se dão por motivos fúteis demais isso é um aliado aos tais mascus convencerem muita gente.
O mais engraçado (ou perigoso - já que não faço mais nada) é que por causa disso eu tenho conhecido muitos blogs, um indica a polêmica criada pelo outro e assim vai... e eu gosto de quase todos... (eu realmente sou demente e pouco fundada nas minhas ideias....kkk) adiciono os mais incoerentes. Mas sabe, as pessoas normalmente pecam em algum ponto, mas tentam fazer análises críticas interessantes. Eu acho que não preciso concordar com tudo que uma pessoa diz para me interessar pelas suas ideias. É assim com meus amigos pessoais, quiçá com desconhecidos virtuais. Se não gosto, passo o post, elaboro minhas elocubrações internamente ou discuto com mon mari sobre o que penso quanto à polêmica, ou escrevo aqui. Se passo a não gostar de nada no blog, deixo de seguir ou conferir. Simples.
terça-feira, 26 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
Complexo de cinderela
Na minha adolescência li esse livro. Hoje estou sentindo essa patologia!
Adoro livros de psicologia, ainda pretendo fazer esse curso... quando aposentar, não sei. Ou apenas leia um pouco mais. Mas na adolescência foi muito bom, li muito sobre essa área, na mesma época que li esse li também a síndrome de Peter Pan. Achava que seria o mesmo problema (ainda mais que a capa era parecida), um ligado as mulheres e outro aos homens, mas não é bem assim, pra mim são bem diferentes.
O complexo de cinderela (uma explicação bem grosseira pois deve ter uns 15 anos que li - estou ficando velha), mostra a frustração de mulheres que apesar de bem sucedidas profissionalmente e de terem alcançado diversos diretos antes cerciados (como de trabalho, voto, liberdade de expressão e afins) se sentem muito mal com tudo isso. Elas querem na verdade o conforto do lar, servir o marido, cuidar dos filhos e retomar todas as lembranças que ela e sua geração lutaram pra se desgarrar. Isso causa um conflito existencial e pode levar a depressão, estresse e afins... acho que no livro nem usam esses termos, mas como agora é mais comum falar desses problemas eu tô julgando que o resultado do complexo de cinderela e seus desencadeamentos sejam esses.
Eu sou feminista (à minha maneira). Apesar de não gostar desse termo, pois popularmente ele tomou um significado distorcido, talvez pela relação com o machismo. Assim prefiro dizer que sou anti-sexista. Não gosto de ser julgada de maneira diferente por ser mulher. Mulheres e homens tem os mesmos direitos e obrigações em casa, no casamento, na sociedade, no trabalho e afins.
Assim hoje o complexo de cinderela devia mudar de nome, pois homens e mulheres estão perdidos e sobrecarregados no seu papel social, e não é pra retomar os papéis (mulher serve e homem recebe). É uma necessidade de freiar as pressões sociais (em todos os sentidos) e ter uma vida mais tranquila.
Eu estou sentindo uma necessidade gigantesca de estar no meu lugar, cuidar da minha casa, do meu jardim, arrumar um cachorro (prévia para filhos), cozinhar... mudar um pouco minha vida.
Fazer doutorado nos últimos tempos não tem me dado nenhuma motivação, exceto na minha chegada na França dei um gás, afinal, mundo novo (pra mim, velho pra sociedade e história da humanidade) tinha algumas motivação. Agora esfriou tudo e eu só penso na minha casa, em coisas simples.
Mon mari também tá assim. Ou seja homens também tem complexo de cinderela, o mundo mudou e os complexos também mudam...
Mas o que causou tudo isso, além da idade é o fato de que estamos sem lenço e sem documento há 3 anos, de galho em galho, de lugar em lugar, tudo provisório, tudo temporário .... .... ....
Ok, temos algo mais que esses dois aí!!!
..... ...... tudo novo o tempo todo. O novo trás insegurança (claro, tbm descobertas, excitação e muitas coisas boas), é preciso pausas. "A vida precisa de pausas"! Não temos tido pausas e estou vivendo a insustentável leveza do ser.
Mas eu precisava disso pra saber o que realmente é bom. Deus me conduziu a esse aprendizado, porque Ele sabia que se alguém me contasse eu não conseguiria entender (aceitar).
Felizmente eu vim prum lugar muito bacana. Estar aqui, gostar daqui me faz seguir (não tão firme)... mas seguir.
Os franceses até tem uma solução:
Adoro livros de psicologia, ainda pretendo fazer esse curso... quando aposentar, não sei. Ou apenas leia um pouco mais. Mas na adolescência foi muito bom, li muito sobre essa área, na mesma época que li esse li também a síndrome de Peter Pan. Achava que seria o mesmo problema (ainda mais que a capa era parecida), um ligado as mulheres e outro aos homens, mas não é bem assim, pra mim são bem diferentes.
O complexo de cinderela (uma explicação bem grosseira pois deve ter uns 15 anos que li - estou ficando velha), mostra a frustração de mulheres que apesar de bem sucedidas profissionalmente e de terem alcançado diversos diretos antes cerciados (como de trabalho, voto, liberdade de expressão e afins) se sentem muito mal com tudo isso. Elas querem na verdade o conforto do lar, servir o marido, cuidar dos filhos e retomar todas as lembranças que ela e sua geração lutaram pra se desgarrar. Isso causa um conflito existencial e pode levar a depressão, estresse e afins... acho que no livro nem usam esses termos, mas como agora é mais comum falar desses problemas eu tô julgando que o resultado do complexo de cinderela e seus desencadeamentos sejam esses.
Eu sou feminista (à minha maneira). Apesar de não gostar desse termo, pois popularmente ele tomou um significado distorcido, talvez pela relação com o machismo. Assim prefiro dizer que sou anti-sexista. Não gosto de ser julgada de maneira diferente por ser mulher. Mulheres e homens tem os mesmos direitos e obrigações em casa, no casamento, na sociedade, no trabalho e afins.
Assim hoje o complexo de cinderela devia mudar de nome, pois homens e mulheres estão perdidos e sobrecarregados no seu papel social, e não é pra retomar os papéis (mulher serve e homem recebe). É uma necessidade de freiar as pressões sociais (em todos os sentidos) e ter uma vida mais tranquila.
Eu estou sentindo uma necessidade gigantesca de estar no meu lugar, cuidar da minha casa, do meu jardim, arrumar um cachorro (prévia para filhos), cozinhar... mudar um pouco minha vida.
Fazer doutorado nos últimos tempos não tem me dado nenhuma motivação, exceto na minha chegada na França dei um gás, afinal, mundo novo (pra mim, velho pra sociedade e história da humanidade) tinha algumas motivação. Agora esfriou tudo e eu só penso na minha casa, em coisas simples.
Mon mari também tá assim. Ou seja homens também tem complexo de cinderela, o mundo mudou e os complexos também mudam...
Mas o que causou tudo isso, além da idade é o fato de que estamos sem lenço e sem documento há 3 anos, de galho em galho, de lugar em lugar, tudo provisório, tudo temporário .... .... ....
Ok, temos algo mais que esses dois aí!!!
..... ...... tudo novo o tempo todo. O novo trás insegurança (claro, tbm descobertas, excitação e muitas coisas boas), é preciso pausas. "A vida precisa de pausas"! Não temos tido pausas e estou vivendo a insustentável leveza do ser.
Mas eu precisava disso pra saber o que realmente é bom. Deus me conduziu a esse aprendizado, porque Ele sabia que se alguém me contasse eu não conseguiria entender (aceitar).
Felizmente eu vim prum lugar muito bacana. Estar aqui, gostar daqui me faz seguir (não tão firme)... mas seguir.
Os franceses até tem uma solução:
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domingo, 19 de junho de 2011
Hoje é um dia especial
Então vou colocar dois videozinhos bem legais.
Um de uma música que é forte na minha história, relembra minha adolescência e juventude... pena que é um comercial, mas tudo bem o que importa é que ficou muito legal
E uma música que eu adoro demais. Vamos celebrar com Oswaldo,
Vou celebrar a vida que me presenteia diariamente com amigos, oportunidades, sonhos, viagens e tanta coisa que eu só posso celebrar e agradecer!!
Um de uma música que é forte na minha história, relembra minha adolescência e juventude... pena que é um comercial, mas tudo bem o que importa é que ficou muito legal
E uma música que eu adoro demais. Vamos celebrar com Oswaldo,
Vou celebrar a vida que me presenteia diariamente com amigos, oportunidades, sonhos, viagens e tanta coisa que eu só posso celebrar e agradecer!!
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Porque eu gostaria de criar meus filhos aqui!
Ou...
Por que eu me identifico (gosto) tanto com(da) a França (ou a Provence)!!!!
Bem, falar França é extrapolar, porque só conheço Marseille (dizem ser bem atípica) e as coisas da Provence... Mas como sempre insisto vou falar da minha experiência do que percebo, vivo e da forma como encaro as coisas. Para alguns a França (e o Brasil) é (são) bem diferente de como eu percebo, mas voilà...
Tbm vou fazer algumas generalizações que não são regra, mas impactaram na minha percepção inicial.
Eu queria criar meus filhotes aqui porque (a ordem não é de prioridade, apenas de lembrança e organização):
1º) As pessoas não se preocupam com aparência (nem com a vida dos outros). Se passa alguém de roxo dos pés à cabeça do seu lado, vc continua numa boa, afinal a vida é dele e ele faz dela o que quiser!
2º) As pessoas comem muito bem, muita salada (maravilhosas!!), as pessoas levam cenoura pra comer na praia. Pic nics super saudáveis, a alimentação é uma discussão constante. As pessoas perdem tempo preparando seu alimento, cultivando...
3º) As pessoas (de todas as classes sociais) fazem pic nic direto na praia, nos parques e em espaços públicos em geral, com comidinhas saudáveis, economizando e numa boa, sem ter gente te julgando (de farofeiro - aiaiaia). Vc economiza, se diverte e aprende a se virar sempre mais.
4º) Os cabelos!!! Ai os cabelos bagunçados do jeito que eu gosto. Não consigo entender como nasci num lugar onde alisar o cabelo é simbolo de beleza. Eu gosto tanto de cabelo ao léu!! Várias vezes eu vi mulheres com cabelos "esgandanhados" curtos ou longos, desses que não ficam no lugar (tipo o meu)... e sabe o que elas fazem, puxam os cabelos pra cima, pros lados... pra ficar ainda mais esgandanhado!! C'est super!!! E mesmo quem tem cabelo liso, puxa ele pra cima, faz um coque no topo da cabeça, sem pentear, bem assimétrico.... demais!!! Gente, eu gosto demais disso, eu me sinto bem vendo essas coisas. No Brasil, quando digo que adoro o cabelo da Vanessa da Mata o povo vem: - Mas cê tá brincando!?? Não, não tô. Tô falando sério, sério até demais!! Eu gosto! Agora me vem uns com discurso de ecologista, toda semana no salão, colocando silicone... Ah me poupe com essa conversa fiada e incoerente!! Porque no Brasil, pra ser bonita tem que ter um peito tamanho padrão e um cabelo liso.... tô falando que eu nasci no lugar errado!!! Bem, só fazendo umas ressalvas: eu adoro o Brasil, continuo felicíssima em ter nascido lá, mas que tem coisas que me incomodam tem. E eu achava que era de outro planeta, mas aqui eu me identifiquei com um monte de coisas que fazem sentir muito pertencente à lógica daqui ou fazem parte das minhas ambições (pessoas, intelectuais e sociais). (Mas tbm tem outras que eu não gosto, mas isso tem em todo lugar)
As vezes a liberdade é cessada por alguns valores inúteis arraigados na sociedade. Isso pra mim é muito forte no (meu) Brasil. Eu não quero o mundo líquido de Bauman, eu quero o mundo leve do slow food, do local, do próximo...
5º) Aprender inglês aqui é mais fácil, afinal você está muito perto de paises anglofônicos e, bem como, há um fluxo muito grande de pessoas entre os países da Europa toda. Desta forma você tem uma vivência cultural muito mais intensa. Eu acredito muito que viajar e viver em outros lugares estimula sua criatividade e aguça seu sentido de justiça e te faz uma pessoa melhor em diversas esferas. Donc...
6º) As pessoas lêem muito... na praia, no ônibus, na praça, no parque... Em média os franceses leeem 7 livros por ano. No Brasil a média é de 1 livro... eu leio em torno de 3 e olhe lá... vergonha total!! Eu adoro ler, mas tem a questão do hábito, a internet, a televisão acabam me tirando da jogada. Bem como livros são bem mais caros no Brasil que aqui.
7º) Aqui não tem aquele monte de livros de administração e auto ajuda nas livrarias. Parece incoerente eu da administração gostar disso, mas esse excesso me desanima. Eu tenho sérias restrições (ideológicas e epistemológicas) à lógica do sucesso a todo custo, da motivação constante, da felicidade forçada, da riqueza necessária... eu fico bem triste que nossa sociedade esteja se espelhando basicamente na lógica americanizada de pensamento. Eu quero um mundo sustentável, lento, local, onde o tempo seja um elemento de valor. E aqui na Provence.... hum... como isso faz mais sentido.
Pois é isso, esse são alguns motivos iniciais...
Eu gosto do Brasil, eu vou criar meu filhos lá, com muito orgulho. Eu honestamente (hoje) não tenho vontade de morar definitivamente em outro país, mas eu quero muito que os meus (futuros) pimpolhos tenham uma boa proximidade com esses valores, essas perspectivas de mundo...
E olha que eu estou tendo sérios problemas por aqui. Tão sérios que estou pensando em escrever um post e não consigo por falta de tempo, decorrente do problema, falta de vontade, pelo estresse gerado e indignação... mesmo assim a França tem me fascinado e é muito bom ver esse por do sol lindo na minha janela!
Por que eu me identifico (gosto) tanto com(da) a França (ou a Provence)!!!!
Bem, falar França é extrapolar, porque só conheço Marseille (dizem ser bem atípica) e as coisas da Provence... Mas como sempre insisto vou falar da minha experiência do que percebo, vivo e da forma como encaro as coisas. Para alguns a França (e o Brasil) é (são) bem diferente de como eu percebo, mas voilà...
Tbm vou fazer algumas generalizações que não são regra, mas impactaram na minha percepção inicial.
Eu queria criar meus filhotes aqui porque (a ordem não é de prioridade, apenas de lembrança e organização):
1º) As pessoas não se preocupam com aparência (nem com a vida dos outros). Se passa alguém de roxo dos pés à cabeça do seu lado, vc continua numa boa, afinal a vida é dele e ele faz dela o que quiser!
2º) As pessoas comem muito bem, muita salada (maravilhosas!!), as pessoas levam cenoura pra comer na praia. Pic nics super saudáveis, a alimentação é uma discussão constante. As pessoas perdem tempo preparando seu alimento, cultivando...
3º) As pessoas (de todas as classes sociais) fazem pic nic direto na praia, nos parques e em espaços públicos em geral, com comidinhas saudáveis, economizando e numa boa, sem ter gente te julgando (de farofeiro - aiaiaia). Vc economiza, se diverte e aprende a se virar sempre mais.
4º) Os cabelos!!! Ai os cabelos bagunçados do jeito que eu gosto. Não consigo entender como nasci num lugar onde alisar o cabelo é simbolo de beleza. Eu gosto tanto de cabelo ao léu!! Várias vezes eu vi mulheres com cabelos "esgandanhados" curtos ou longos, desses que não ficam no lugar (tipo o meu)... e sabe o que elas fazem, puxam os cabelos pra cima, pros lados... pra ficar ainda mais esgandanhado!! C'est super!!! E mesmo quem tem cabelo liso, puxa ele pra cima, faz um coque no topo da cabeça, sem pentear, bem assimétrico.... demais!!! Gente, eu gosto demais disso, eu me sinto bem vendo essas coisas. No Brasil, quando digo que adoro o cabelo da Vanessa da Mata o povo vem: - Mas cê tá brincando!?? Não, não tô. Tô falando sério, sério até demais!! Eu gosto! Agora me vem uns com discurso de ecologista, toda semana no salão, colocando silicone... Ah me poupe com essa conversa fiada e incoerente!! Porque no Brasil, pra ser bonita tem que ter um peito tamanho padrão e um cabelo liso.... tô falando que eu nasci no lugar errado!!! Bem, só fazendo umas ressalvas: eu adoro o Brasil, continuo felicíssima em ter nascido lá, mas que tem coisas que me incomodam tem. E eu achava que era de outro planeta, mas aqui eu me identifiquei com um monte de coisas que fazem sentir muito pertencente à lógica daqui ou fazem parte das minhas ambições (pessoas, intelectuais e sociais). (Mas tbm tem outras que eu não gosto, mas isso tem em todo lugar)
As vezes a liberdade é cessada por alguns valores inúteis arraigados na sociedade. Isso pra mim é muito forte no (meu) Brasil. Eu não quero o mundo líquido de Bauman, eu quero o mundo leve do slow food, do local, do próximo...
5º) Aprender inglês aqui é mais fácil, afinal você está muito perto de paises anglofônicos e, bem como, há um fluxo muito grande de pessoas entre os países da Europa toda. Desta forma você tem uma vivência cultural muito mais intensa. Eu acredito muito que viajar e viver em outros lugares estimula sua criatividade e aguça seu sentido de justiça e te faz uma pessoa melhor em diversas esferas. Donc...
6º) As pessoas lêem muito... na praia, no ônibus, na praça, no parque... Em média os franceses leeem 7 livros por ano. No Brasil a média é de 1 livro... eu leio em torno de 3 e olhe lá... vergonha total!! Eu adoro ler, mas tem a questão do hábito, a internet, a televisão acabam me tirando da jogada. Bem como livros são bem mais caros no Brasil que aqui.
7º) Aqui não tem aquele monte de livros de administração e auto ajuda nas livrarias. Parece incoerente eu da administração gostar disso, mas esse excesso me desanima. Eu tenho sérias restrições (ideológicas e epistemológicas) à lógica do sucesso a todo custo, da motivação constante, da felicidade forçada, da riqueza necessária... eu fico bem triste que nossa sociedade esteja se espelhando basicamente na lógica americanizada de pensamento. Eu quero um mundo sustentável, lento, local, onde o tempo seja um elemento de valor. E aqui na Provence.... hum... como isso faz mais sentido.
Pois é isso, esse são alguns motivos iniciais...
Eu gosto do Brasil, eu vou criar meu filhos lá, com muito orgulho. Eu honestamente (hoje) não tenho vontade de morar definitivamente em outro país, mas eu quero muito que os meus (futuros) pimpolhos tenham uma boa proximidade com esses valores, essas perspectivas de mundo...
E olha que eu estou tendo sérios problemas por aqui. Tão sérios que estou pensando em escrever um post e não consigo por falta de tempo, decorrente do problema, falta de vontade, pelo estresse gerado e indignação... mesmo assim a França tem me fascinado e é muito bom ver esse por do sol lindo na minha janela!
domingo, 20 de março de 2011
Eu conheço o medo de ir emborar....
Quando eu decidi escrever eu pensei em falar de outras coisas. Eu não contei pra ninguém, além de 3 pessoas muy próximas.
As vezes, como agora, eu não tenho vontade de escrever nada, mas é como se eu sentisse saudade daqui, desse espaço. Será que ando tão só assim? E ainda tô no Brasil, terra tropical, pessoas calorosas, amigos, despedidas...
Bem, então pra tentar preencher esse vazio descabido, mais uma vez, uma música que j'aime beaucoup!
Eu conheço o medo de ir embora, embora não pareça....
Lembra se puder, se não der esqueça...
De algum jeito vai passar...
As vezes, como agora, eu não tenho vontade de escrever nada, mas é como se eu sentisse saudade daqui, desse espaço. Será que ando tão só assim? E ainda tô no Brasil, terra tropical, pessoas calorosas, amigos, despedidas...
Bem, então pra tentar preencher esse vazio descabido, mais uma vez, uma música que j'aime beaucoup!
Eu conheço o medo de ir embora, embora não pareça....
Lembra se puder, se não der esqueça...
De algum jeito vai passar...
segunda-feira, 14 de março de 2011
Eu vou pra França!!!
Peguei as passagens hoje!
Passaportes com vistos a postos!
Autorização do trabalho!
Já tenho até agendadas visitas a apartamentos para próxima semana!
Só está emperrado o tal apartamento que "aluguei" na primeira semana. A bolsa tbm ainda não caiu, mas só hoje entreguei o último documento.
Eu imagino que vou sofrer muito na França pelo que leio, pelo que me conheço, pelas minhas limitações...
Mas eu estou muito feliz. E espero que essa felicidade seja uma aliada na forma de passar por cima de todas as dificuldades.
Tbm criei esse blog pra reclamar "bem muito" por aqui e superar as minhas angústias e tentar reclamar menos verbalmente. Assim se eu reclamar muito aqui é porque ele tá cumprindo sua função e me deixando mais leve!
E hoje eu estoy especialmente feliz porque tem gente chata e sem caráter tendo que engulir seco!! Vou colocar mais farinha!! Porque quando eu quero eu sei ser má, nem preciso de auxílio!
Passaportes com vistos a postos!
Autorização do trabalho!
Já tenho até agendadas visitas a apartamentos para próxima semana!
Só está emperrado o tal apartamento que "aluguei" na primeira semana. A bolsa tbm ainda não caiu, mas só hoje entreguei o último documento.
Eu imagino que vou sofrer muito na França pelo que leio, pelo que me conheço, pelas minhas limitações...
Mas eu estou muito feliz. E espero que essa felicidade seja uma aliada na forma de passar por cima de todas as dificuldades.
Assim tô eu e o Miguelito:
Ter uma experiência internacional passou a ser uma ambição que me moveu e que tá me deixando muito realizada. Espero que dê certo, que eu realmente aproveite em todos os sentidos. Tenho amigas que traumatizaram (e outras que amaram)... espero que eu tenha sorte com as pessoas que vou cruzar por lá.Tbm criei esse blog pra reclamar "bem muito" por aqui e superar as minhas angústias e tentar reclamar menos verbalmente. Assim se eu reclamar muito aqui é porque ele tá cumprindo sua função e me deixando mais leve!
E hoje eu estoy especialmente feliz porque tem gente chata e sem caráter tendo que engulir seco!! Vou colocar mais farinha!! Porque quando eu quero eu sei ser má, nem preciso de auxílio!
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sexta-feira, 11 de março de 2011
Dentistas e o terror
Minha placa de bruxismo
Essa noite foi a primeira vez que a usei.
A minha placa é de silicone. O protesista (dentista de prótese) tirou um molde da minha boca e fez a placa de silicone para a parte de cima. Parece muito com essa aqui debaixo:
Então a placa fica bem justinha aos meus dentes superiores. Essa noite eu dormi bem, acordei descansada, estava inclusive associando ao uso da placa (o que é possível). Mas quando eu tirei a placa os dentes da frente doeram muito. Aí fiquei meio preocupada conversei com minha sogra que usa a placa e ela disse que é assim mesmo. Então entrei no super google pra ver a experiência de outras pessoas, mas não achei nada. Aliás achei muitos sites de dentistas explicando a teoria do bruxismo (o que é, causas, consequências, como resolver), mas pouca prática. Não encontrei pessoas contando como descobriram, como resolveram e como foi o uso da placa. Queria saber se com todo mundo foi assim.
Eu tava até com medo do dentista ter feito uma coisa totalmente errada, mas parece que é assim mesmo a gente tem que ir acostumando com a tal placa e o rangimento muito forte no início faz com que o ajuste demore. Mas mesmo assim eu ainda tenho muito receio de dentista.
A sensação que eu tenho é a seguinte: minha placa ficou muito justa aos meus dentes. Os dentes do fundo (de trás) são onde eu costumo apertar mais e onde a placa está mais próxima (inclusive ela já está marcada com meus apertos- isso no primeiro dia). Aí eu imagino que apertando muito atrás puxa os dentes da frente, especialmente porque está tudo muito justo aí a placa força os dentes da frente pra trás a noite toda. Então quando tirei parece que os dentes estavam bambos.
Pode até ser que seja assim mesmo, mas gostaria de ter tido mais informações. Eu fui num dentista e falei que estava com bruxismo, então ele disse que eu tinha que ir num protesista porque ele ainda não tinha autorização pra fazer a placa. Cheguei no protesista e ele apenas moldou minha boca e fez a placa. Nada mais. Ele não perguntou nada, não explicou quando e como devia usar. Tbm não disse nada com relação a validade da placa e pelo que andei lendo na net de tempos em tempos é importante remoldar, agora eu imagino que é porque com os apertos a placa vai perdendo a estrutura né. Então... faz muita falta profissionais que realmente orientam a gente. Nossa e eu tenho péssima experiência com dentistas.
Sessão tortura
Eu já não gosto de dentista. A penúltima (a última foi só uma limpeza com o mesmo ser) vez que fui em um (há duas semanas) parecia uma sessão de tortura vou contar brevemente:
- Era uma restauração no lugar onde estava o anel do aparelho ortodôntico.
- O cara começou com aquela broca e começou a doer, então ele perguntou se eu queria anestesia eu disse que sim. Gente eu nunca senti tanta dor pra colocar uma anestesia. Era notória a despreocupação do dentista. Eu me contorci na cadeira. Quando ele pediu pra eu cuspir (ou seria cospir??) eu passei a mão no lugar da anestesia e tava uma bola, aí ele disse que jájá o líquido se espalharia... Gente ele apertou a agulha tão rápido que o líquido ficou uma super bola na minha bochecha aí ele deu uma massageada pra espalhar. Gente.... isso doi demais. Se a pessoa coloca o líquido devagar vc nem sente. O que custa, hem!
- Então fora do consultório estava 32 graus assim fui de camiseta. No consultório ele colocou 17graus, afinal ele estava de camisa comprida e jaleco e eu de cabelo molhado, camiseta, as paletas do ar condicionado direcionadas pra mim e quando ele colocava uma dessas brocas com jato de água me molhava toda e eu quase congelando. Gente eu tenho a impressão que frio aumenta a dor. No final quando eu pude falar algo pedi pra aumentar a temperatura, mas nisso já tinha acontecido coisa que só eu só pude falar quando acabou tudo.
- Então bem antes de aumentar a temperatura ele foi colocar um aparelho pra moldar o dente e é super desconfortável é tipo um molde de ferro que tem que enfiar na gengiva. E quando ele colocou eu dei um pulo de dor, mas não dava pra falar porque tinha esse "trem" na boca. Aí sabe o que foi que ele disse: você está anestesiada , então não está sentindo dor e apertou ainda mais forte. MeuDeusdocéu (precisa fazer algum comentário?). Ele não viu mas a lágrima caiu no canto. Só que o problema além do desconforto é que essa estrutura de metal meio que enganchou na pele do meu lábio aí...
- quando ele tirou esse negócio ele viu o sangue escorrendo. Ele disse assim ah... deu uma machucadinha aqui mas você nem sentiu porque estava anestesiada, limpando o sangue. Aí (eu já podia falar algo, porque até então ele estava com as duas mãos e um monte de furadeiras dentro da minha boca) eu disse: Não! Eu senti sim, mas você disse que eu estava anestesiada. Só falei isso, aí acho que ele viu a merda que fez. Fosse em outra situação eu tinha brigado feio (mas além de eu estar evitando isso e tentando me tornar uma pessoa mais tranquila), como vou discutir com um cara que está mexendo na minha boca, vai que ele faz alguma sacanagem.
- Gente eu fiquei dias com o machucado no lábio, fora que até hoje eu sinto esse dente.
- Eu sai do consultório e tive uma crise do choro no carro. Eu já tava toda angustiada ainda passei por isso. Foi FODA.
Como é que a gente não tem pavor dum povo desse??? Ahh (mas alguns vão dizer:), mas não são todos, são uma minoria, você tem que se informar melhor.... não me venham com esse papo de consolação. Eu mudo muito de cidade, em função disso preciso mudar muito de dentista, nem que seja só pra ver a boca e eu sofro viu! Não foi um, nem dois.... foi a grande maioria. Realmente tem um ou outro preocupado - especialmente as mulheres são mais humanas e cuidadosas com a vida alheia. Assim eu quero distância desse povo.
Bem, mas eu vim aqui pra falar da placa de bruxismo e acabei desabafando...
Essa noite foi a primeira vez que a usei.
A minha placa é de silicone. O protesista (dentista de prótese) tirou um molde da minha boca e fez a placa de silicone para a parte de cima. Parece muito com essa aqui debaixo:
Então a placa fica bem justinha aos meus dentes superiores. Essa noite eu dormi bem, acordei descansada, estava inclusive associando ao uso da placa (o que é possível). Mas quando eu tirei a placa os dentes da frente doeram muito. Aí fiquei meio preocupada conversei com minha sogra que usa a placa e ela disse que é assim mesmo. Então entrei no super google pra ver a experiência de outras pessoas, mas não achei nada. Aliás achei muitos sites de dentistas explicando a teoria do bruxismo (o que é, causas, consequências, como resolver), mas pouca prática. Não encontrei pessoas contando como descobriram, como resolveram e como foi o uso da placa. Queria saber se com todo mundo foi assim.
Eu tava até com medo do dentista ter feito uma coisa totalmente errada, mas parece que é assim mesmo a gente tem que ir acostumando com a tal placa e o rangimento muito forte no início faz com que o ajuste demore. Mas mesmo assim eu ainda tenho muito receio de dentista.
A sensação que eu tenho é a seguinte: minha placa ficou muito justa aos meus dentes. Os dentes do fundo (de trás) são onde eu costumo apertar mais e onde a placa está mais próxima (inclusive ela já está marcada com meus apertos- isso no primeiro dia). Aí eu imagino que apertando muito atrás puxa os dentes da frente, especialmente porque está tudo muito justo aí a placa força os dentes da frente pra trás a noite toda. Então quando tirei parece que os dentes estavam bambos.
Pode até ser que seja assim mesmo, mas gostaria de ter tido mais informações. Eu fui num dentista e falei que estava com bruxismo, então ele disse que eu tinha que ir num protesista porque ele ainda não tinha autorização pra fazer a placa. Cheguei no protesista e ele apenas moldou minha boca e fez a placa. Nada mais. Ele não perguntou nada, não explicou quando e como devia usar. Tbm não disse nada com relação a validade da placa e pelo que andei lendo na net de tempos em tempos é importante remoldar, agora eu imagino que é porque com os apertos a placa vai perdendo a estrutura né. Então... faz muita falta profissionais que realmente orientam a gente. Nossa e eu tenho péssima experiência com dentistas.
Sessão tortura
Eu já não gosto de dentista. A penúltima (a última foi só uma limpeza com o mesmo ser) vez que fui em um (há duas semanas) parecia uma sessão de tortura vou contar brevemente:
- Era uma restauração no lugar onde estava o anel do aparelho ortodôntico.
- O cara começou com aquela broca e começou a doer, então ele perguntou se eu queria anestesia eu disse que sim. Gente eu nunca senti tanta dor pra colocar uma anestesia. Era notória a despreocupação do dentista. Eu me contorci na cadeira. Quando ele pediu pra eu cuspir (ou seria cospir??) eu passei a mão no lugar da anestesia e tava uma bola, aí ele disse que jájá o líquido se espalharia... Gente ele apertou a agulha tão rápido que o líquido ficou uma super bola na minha bochecha aí ele deu uma massageada pra espalhar. Gente.... isso doi demais. Se a pessoa coloca o líquido devagar vc nem sente. O que custa, hem!
- Então fora do consultório estava 32 graus assim fui de camiseta. No consultório ele colocou 17graus, afinal ele estava de camisa comprida e jaleco e eu de cabelo molhado, camiseta, as paletas do ar condicionado direcionadas pra mim e quando ele colocava uma dessas brocas com jato de água me molhava toda e eu quase congelando. Gente eu tenho a impressão que frio aumenta a dor. No final quando eu pude falar algo pedi pra aumentar a temperatura, mas nisso já tinha acontecido coisa que só eu só pude falar quando acabou tudo.
- Então bem antes de aumentar a temperatura ele foi colocar um aparelho pra moldar o dente e é super desconfortável é tipo um molde de ferro que tem que enfiar na gengiva. E quando ele colocou eu dei um pulo de dor, mas não dava pra falar porque tinha esse "trem" na boca. Aí sabe o que foi que ele disse: você está anestesiada , então não está sentindo dor e apertou ainda mais forte. MeuDeusdocéu (precisa fazer algum comentário?). Ele não viu mas a lágrima caiu no canto. Só que o problema além do desconforto é que essa estrutura de metal meio que enganchou na pele do meu lábio aí...
- quando ele tirou esse negócio ele viu o sangue escorrendo. Ele disse assim ah... deu uma machucadinha aqui mas você nem sentiu porque estava anestesiada, limpando o sangue. Aí (eu já podia falar algo, porque até então ele estava com as duas mãos e um monte de furadeiras dentro da minha boca) eu disse: Não! Eu senti sim, mas você disse que eu estava anestesiada. Só falei isso, aí acho que ele viu a merda que fez. Fosse em outra situação eu tinha brigado feio (mas além de eu estar evitando isso e tentando me tornar uma pessoa mais tranquila), como vou discutir com um cara que está mexendo na minha boca, vai que ele faz alguma sacanagem.
- Gente eu fiquei dias com o machucado no lábio, fora que até hoje eu sinto esse dente.
- Eu sai do consultório e tive uma crise do choro no carro. Eu já tava toda angustiada ainda passei por isso. Foi FODA.
Como é que a gente não tem pavor dum povo desse??? Ahh (mas alguns vão dizer:), mas não são todos, são uma minoria, você tem que se informar melhor.... não me venham com esse papo de consolação. Eu mudo muito de cidade, em função disso preciso mudar muito de dentista, nem que seja só pra ver a boca e eu sofro viu! Não foi um, nem dois.... foi a grande maioria. Realmente tem um ou outro preocupado - especialmente as mulheres são mais humanas e cuidadosas com a vida alheia. Assim eu quero distância desse povo.
Bem, mas eu vim aqui pra falar da placa de bruxismo e acabei desabafando...
quinta-feira, 10 de março de 2011
Vida loca
Gennnntteeeee que não me lêêêeeeeeeeeeeeeee...........
Muita coisa está acontecendo e ao mesmo tempo minha procrastinação persiste. Incoerente não? Eu sinto como se, em mim, tudo fosse meio extremo, meio contraditório. Eu me sinto meio diferente e igual e tudo muito. Será que é porque sou de gêmeos??
Bem, mais voilà!
O visto chegou e a mulher lá do consulado me deu um formulário, que ela mesma disse que não sabia como fazer, para eu me informar.... PODE??? Mas peraí o lugar de se informar é no consulado... E eu achando que tô indo prum país civilizado onde tudo funciona.... (brincadeira eu sei que o mundo não funciona em canto nenhum).
Mas funciona menos onde eu trabalho. Assim hoje fui lá e tive que ficar pegando meu processo de um lado pra outro pra ver se consigo que a minha liberação saia pra eu viajar. Mas agora parece que vai sair!!!
Com relação ao formulário de visto que tem que preencher é uma "Demande d'attestation OFII" (pra marcar um exame médico) e graças ao santo google eu descobri um monte de coisas. Quando eu realmente souber o que tenho que fazer com isso faço um post, mas por enquanto eu sei:
Hoje meu orientador de lá pediu meu currículo em inglês. Ele não sabe que eu não falo (ouço, leio, sinto, penso em) inglês. [ps. mas ele nunca me perguntou. Assim eu não menti] E pelo menos até agora fui salva pelo gongo expliquei pra ele que a o lattes tem duas versões, em inglês e português é um padrão para os pesquisadores nacionais e assim talvez seja suficiente para ele... Mas caso não... eu tô ferrada e vou ter que me virar pra traduzir e pagar alguém pra revisar ou retraduzir.
Bem, tbm fui no dentista pegar minha placa de bruxismo (um problema onde a gente fica apertando a boca principalmente durante o sono e acorda com o maxilar super dolorido e além disso desgasta os dentes. No meu caso a ansiedade e essa vida loca ajudam a piorar o problema, então dentre outros checkups fiz esse pra viajar pelo menos com a boca mais leve.
Depois de uma semana de realizado o envio do dinheiro via Wetern Union (que foi outra novela, fui em 4 agências pra conseguir realizar, depois de muitas informações equivocadas). Eu já tava achando que tinha (ainda não sei se levei) levado um calote internacional...(chik, hem!) mas hoje, felizmente o cara respondeu dizendo que vai conferir se o dinheiro chegou lá. Pelo menos ele deu sinal de vida né... Mas eu tô sentindo que alguma coisa vai dar errada nessa transferência. Bem mas o dinheiro nem é muito eu estou mais preocupada com a estadia.
Hoje refiz minhas reservas de passagens.
Agora é arrumar a mala. Mais... (mé)
- Que o papel é importante é melhor não deixar cair kechup.
- E se não enviar ele logo (até três meses depois da minha chegada) pra algum lugarque eu ainda não sei, eu vou ser tida como ilegal lá na França. Bom né, já sei muita coisa.
Agora é arrumar a mala. Mais... (mé)
quarta-feira, 2 de março de 2011
transferência para banco no exterior
Gente.... cada passo dessa mudança é uma descoberta. Acho que quem faz sandwich devia ser dispensado de defender a tese....kkkkkk Afinal se ocupa tanto com tanta coisa, por tanto tempo e temos que superar tanta burocracia... Tenho que fazer uma -simples, reles - transferência pro banco na França, mas poucas agências fazem isso, todas longe de onde estou, uma série de dados que a senhora do apartamento não mandou são necessárias... enfim... descobertas, tempo, dúvidas, descobertas...
No meu trabalho tá um rolo pra publicarem minha saída. Parece até que eu sou a primeira a solicitar isso... a primeira não, mas a mais "cagada de urubu sim". Porque agora estão questionando como vão me dar o afastamento do afastamento.... porque já estou afastada para o doutorado e agora pelo menos até onde endendo preciso de uma autorização pra sair do país, mas aí tá esse rolo e em cada setor uma dúvida e uma semana de atraso extra.... je ne comprends pas!!
Porque será que os dias só tem 24 horas e os bancos funcionam em horários tão reduzidos....
Porque temos que comer todos os dias. Não podia ser dua vezes por semana?
E tbm não podia ter uma língua universal.
E onde estaria a graça, a emoção??? Em muitos lugares... eu garanto!!
No meu trabalho tá um rolo pra publicarem minha saída. Parece até que eu sou a primeira a solicitar isso... a primeira não, mas a mais "cagada de urubu sim". Porque agora estão questionando como vão me dar o afastamento do afastamento.... porque já estou afastada para o doutorado e agora pelo menos até onde endendo preciso de uma autorização pra sair do país, mas aí tá esse rolo e em cada setor uma dúvida e uma semana de atraso extra.... je ne comprends pas!!
Porque será que os dias só tem 24 horas e os bancos funcionam em horários tão reduzidos....
Porque temos que comer todos os dias. Não podia ser dua vezes por semana?
E tbm não podia ter uma língua universal.
E onde estaria a graça, a emoção??? Em muitos lugares... eu garanto!!
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